Transtainers

Transtainers

O QUE SÃO:

Os transtainers são desenvolvidos para içamento e translação de containers, o equipamento é projetado para atender uma ampla gama de forma e dimensões, oferecendo diferentes configurações para empilhamento e enfileiramento de containers. Os transtainers se movem sobre trilhos montados sobre o piso de concreto, ou viga contínua, o container é movimentado tridimensionalmente, limitada apenas pelo vão do equipamento, pelo comprimento do caminho de rolamento e pela altura de elevação.

Os transtainers CSM possuem estrutura rígida com estabilidade ao tombamento assegurado tanto para as diversas condições de vento quanto para os efeitos dos movimentos horizontais, conta com freio nos acionamentos da translação devidamente calculados e trava de estacionamento para ancoragem do equipamento no caso do mesmo se encontrar fora de serviço.

Os transtainers CSM dispõem de recursos tecnológicos de operação simplificada, grande velocidade de deslocamento que impactam positivamente na segurança e conforto dos operadores e velocidade na manipulação das cargas, redução do consumo de energia elétrica e baixos níveis de ruído no ambiente de trabalho. Os pórticos que trabalham em ambientes abertos possuem anemômetro que indica visualmente através da coluna luminosa a condição de operação do equipamento em situações climáticas adversas.

Fornecidos com inversores de frequência dedicados para a movimentação de cargas, possuem controle preciso da abertura e do fechamento do freio da elevação que evita o escorregamento de cargas suspensas e monitoramento do sobrepeso que impede o içamento e movimentação de cargas que excedam os limites de trabalho especificados para o sistema.

Cabine com posto de comando robusto e ergonômico permite ao operador escolher uma posição de trabalho adequada e segura com botões de fácil identificação de função e manuseio que possibilitam escolher em tempo real qualquer velocidade entre a mínima e a máxima do movimento acionado, controle total e ampla visão do spreader.

MATERIAL FABRICADO:

Descrição geral:

  • Classificação: 2m, 3m, 4m e 5m;
  • Viga principal formada de chapas de aço carbono ASTM A-36;
  • Viga dupla;
  • Colunas formadas de chapas de aço carbono ASTM A-36;
  • Cabeceira em perfil de chapa dobrada de aço carbono ASTM A-36;
  • Deflexão máxima da viga L/800;
  • Rodas em aço SAE 1045 ou SAE 4140 usinadas, com têmpera e revenimento (tratamento térmico) montadas sobre rolamentos auto compensadores de rolos;
  • Mínimo de 25% das rodas são acionadas;
  • Painel de comando montado em gabinete metálico para 06 movimentos ou mais, com grau de proteção IP55 (apto para ambientes abertos);
  • Tensão de comando 24Vcc em atendimento à norma NR12;
  • Spreader para container com twist-lock, para container de 20’ 40’ ou ambos;
  • Todos os movimentos com inversor de frequência e variação de velocidade por potenciômetro eletrônico;
  • Controle de sobrepeso no içamento feito pelo inversor de frequência;
  • Cabine com posto de comando robusto e ergonômico;
  • Controle remoto robusto e de simples manuseio;
  • Sinalização sonora (85dB) e luminosa (flash) para aviso de equipamento em movimento;
  • Fim de curso para redução de velocidade nos extremos do caminho de rolamento;
  • Alimentação do carro guincho por esteira porta cabos;
  • Conexões elétricas das cabeceiras e talha simplificadas através de tomadas de engate rápido (padrão industrial multipolar).

ESTRUTURA METÁLICA PRINCIPAL:

A estrutura metálica da viga principal do transtainer CSM é constituída de chapas estruturais ASTM A-36, projetadas e calculadas para suportar os máximos esforços de flexão, cisalhamento e torção. Estas vigas possuem reforços em toda a sua extensão, devidamente espaçados, com a finalidade de assegurar a rigidez da alma. As conexões entre as vigas, montantes e cabeceiras são realizadas por parafusos de alta resistência.

As colunas metálicas do transtainer são constituídas por chapas estruturais ASTM A-36. São dimensionadas a fim de suportar os esforços dinâmicos do equipamento com deflexão máxima de L/400.

SPREADER:

O spreader é desenvolvido para acoplar o container ao mecanismo de elevação, possui um quadro executado em tubos e chapas estruturais de alta resistência, dimensionados para suportar os esforços da operação, o quadro por sua vez é sustentado pela mesa de sustentação onde o conjunto de roldanas é fixado, esta mesa pode ser fixa, giratória ou com corretor angular. O spreader pode ser com comprimento fixo para movimentar containers de 20 ou 40 pés, ou até mesmo ambos, sendo o seu acionamento realizado através de dois cilindros hidráulicos com válvulas que garantem o sincronismo dos mesmos. O spreader contém travas dos containers (twist-lock) nos quatro cantos do spreader acionados através de cilindros hidráulicos, além das travas o spreader contém flaps normalmente fixos instalados nos quatro cantos para facilitar e agilizar o engate no container.

O spreader conta sobre ele luzes sinalizadoras coloridas e sensores que indicam se o spreader está perfeitamente apoiado sobre o container e se os quatro cantos estão travados ou não. Também sobre o spreader é fixado a unidade hidráulica com reservatório de óleo, motor, bomba e válvulas direcionadoras, acionadas através de comando elétrico, inclui ainda mangueiras de ligação entre válvulas direcionadoras e os cilindros hidráulicos responsáveis pelos movimentos.

MECANISMO DE ELEVAÇÃO:

Sobre o carro guincho é instalado o mecanismo de elevação que é constituído por dois tambores sincronizados através de sensores tipo encoder permitindo içar o container com capacidade nominal e centro de gravidade deslocado de seu centro

MECANISMO DE TRANSLAÇÃO:

São considerados como mecanismos de translação as cabeceiras, os blocos de rodas das cabeceiras do transtainer. O perfil da cabeceira é calculado em conformidade com a norma ABNT NBR 8400 e fabricado com chapas de aço ASTM A-36. Reforços internos no perfil asseguram a estabilidade lateral e facilitam sua fabricação.

As rodas são fabricadas com material de aço carbono de alta resistência, oxicortadas, usinadas e temperadas. Estas são prensadas em eixos usinados de grande resistência, rigidez e acabamento final adequado o que garante o alinhamento das mesmas, condição indispensável para o correto funcionamento do equipamento. O diâmetro da roda é dimensionado de forma que a carga máxima não ultrapassa ao permitido pela norma NBR 8400. Todas as rodas têm abas duplas de segurança a fim de evitar o descarrilamento.

Em cada sentido do movimento do transtainer estão previstos batentes. Os batentes de borracha estão previstos nas extremidades das cabeceiras ou truques e são facilmente removíveis para manutenção ou troca. Os batentes são calculados conforme NBR 8400, sendo capazes de absorver a energia cinética do equipamento (sem carga de serviço) a uma fração da velocidade de 0,7x a velocidade nominal do equipamento.

Os tipos de rolamentos utilizados no mecanismo de translação variam conforme o tipo e intensidade da solicitação dos esforços. O rolamento mais utilizado é do tipo de rolos auto compensadores, este rolamento tem como característica compensar pequenos desalinhamentos tanto da estrutura quanto do caminho de rolamento, além de entregar uma longa vida útil, muito acima do disposto pela norma NBR 8400.

Os motores elétricos são motores de indução, trifásicos, de corrente alternada. O grau de proteção IP atende à necessidade do ambiente requerida na aplicação, porém normalmente utilizasse IP 55, classe de isolamento F. Os motores são revestidos com pintura anticorrosiva e normalmente dotados de freios eletromagnéticos com torque de frenagem igual a 1,5x o torque nominal do motor. O motor elétrico é dimensionado de forma a atender o torque máximo necessário para provocar o movimento no caso mais desfavorável e uma potência suficiente para executar o serviço previsto sem aquecimento excessivo conforme ciclo de trabalho.

Os redutores são componentes de uso universal nas máquinas de levantamento, tem por função compatibilizar torque e rotações dos motores com as rotações das rodas e/ou outros movimentos. Normalmente utilizados redutores tipo rosca-sem-fim, planetários ou eixos-paralelos, possuem torque nominal superior ao torque máximo necessário para provocar o movimento e vida útil superior ao disposto na NBR 8400.

Nos transtainers todos os movimentos do equipamento são controlados por inversores de frequência. Desta forma, as partidas e paradas são suavizadas por rampas de aceleração e desaceleração. O controle dos movimentos é realizado por botoeira pendente ou controle remoto. As teclas possuem dois estágios que possibilitam ao operador selecionar qualquer velocidade entre a mínima e a máxima. Os componentes eletroeletrônicos de primeira linha são montados no painel de comando.

PINTURA:

A estrutura do transtainer é pintada na cor amarelo segurança 5Y8/12 e as rodas na cor laranja segurança 2,5YR6/14 conforme disposto na NBR 7195, possuem toda sua estrutura preparada com jateamento SA 2 ½ eliminando toda a ferrugem, carepa, poeira, óleo, graxa, respingos e qualquer outra substância prejudicial que possa interferir na aderência da tinta afetando a durabilidade do plano de pintura. O plano de pintura é realizado conforme a classificação do ambiente que leva em consideração o grau de corrosão ou agressividade no qual o equipamento estará exposto e a insolação caso houver.

ONDE SÃO UTILIZADAS:

Os transtainers são utilizados em docas secas, pátio de manobras, mas também podem ser instalados em armazéns portuários ou ferroviários para manuseio de containers.

ITENS OPCIONAIS:

  • Dispositivo para monitoramento da qualidade da energia fornecida para o equipamento;
  • Ponto de alimentação adicional para instalação de acessórios no moitão;
  • Iluminação externa no equipamento;
  • Controle de sobrepeso no içamento feito por célula de carga;
  • Controle remoto tipo joystick;
  • Sensor anticolisão entre pórticos (apenas redução de velocidade ou redução seguida de parada);
  • Sensores e fins de curso adicionais sob consulta;
  • Sinalizações adicionais no equipamento e/ou porta do painel sob consulta;
  • Passarela de manutenção;
  • Escadas tipo marinheiro ou tipo Z;
  • Cabo vida;
  • Cabine de comando com vários outros itens opcionais sob consulta;
  • Alimentação do pórtico com enrolador de cabos elétrico ou mecânico.
  • Outros acessórios disponíveis sob consulta

RECURSOS TECNOLÓGICOS OPCIONAIS DISPONÍVEIS:

  • Operação simultânea entre equipamentos;
  • Sincronismo total entre equipamentos;
  • Controle de velocidade em função da carga (sobre velocidade com carga leve);
  • Sistema de prevenção de içamento de cargas presas e/ou inclinadas.

SERVIÇOS OFERECIDOS:

  • Operação assistida por tempo determinado pela contratante;
  • Montagem e comissionamento de equipamentos;
  • Manutenção preventiva e corretiva;
  • Retrofit e adequação de equipamentos;
  • Análises e laudos de engenharia;
  • Consultoria na especificação de equipamentos de movimentação.